In Memoriam

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ALBERTO PIMENTA

1957-2020
Colorista

O colorista Alberto Pimenta teve um papel crucial e relevante para os diretores de fotografia numa época de transição tecnológica que apanhou todos de surpresa.

 

Alberto Pimenta trouxe a sua enorme experiência técnica que obteve no período que esteve na RTP entre 1980 a 1992 na função de operador de telecinema. Nessa época utilizava-se muito o formato de 16mm para programas especiais e mesmo para notícias sendo depois gradualmente substituído pela betacam.

Em 1992 sai da RTP para ingressar num outro projeto inovador que foi da primeira casa de pós-produção do país a «A Casa das Máquinas» em que tinha como sócios fundadores Lucília Nunes, Paulo Trancoso e João Rapasote. Poucos anos depois a empresa evolui, sendo fundida com outra a Alturas Vídeo fazendo assim nascer o Centro de Edição Especial CEE.

É neste espírito de gratidão e amizade que os DF’s da Associação de Imagem prestam uma merecida homenagem ao Alberto Pimenta.

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ANTÓNIO ESCUDEIRO

1933-2018
Director de Fotografia e Realizador

António Escudeiro aip o nosso membro honorário foi um cineasta que deu um importante contributo à cinematografia portuguesa como  divulgar a cultura portuguesa que era muito do sei interesse. Assinou dezenas e dezenas de obras como diretor de fotografia e realizador. Executou imensos trabalhos para a RTP.

Ver filmografia aqui https://www.imdb.com/name/nm0260479 

Destacou-se na direçao de fotografia onde assinou por exemplo os filmes icónicos «Kilas o Mau da Fita» e «Os Demónos de Alcácer Quibir» ambos realizados por Fonseca e Costa e entre tantos também se destaca o filme  «Matar Saudades» de Fernando Lopes para além de ter assinado outras obras com outros realizadores.

Partiu hoje (21 Setembro de 2018) com 85 anos.

JOSÉ LUIS CARVALHOSA aip

1947-2017
Director de Fotografia

O percurso de JoséLuís Carvalhosa como diretor de fotografia caracterizou-se pela sua diversidade, sendo que fotografou longas de ficção, documentários e essencialmente séries de televisão para a RTP de onde se podem destacar «Duarte & Companhia», «Melhor éImpossível», «Sai da Minha Vida», «Alentejo Sem Lei», «Crime àPortuguesa»entre outros. Para além das séries Carvalhosa foi ao longo dos anos entre 1988 e 1995 o principal operador de câmara do Cinemagazine para a RTP.

Há também uma grande incidência do seu trabalho na área do documentário tendo assinado mais de cinquenta títulos desde que se tornou operador de câmara nesse ano distante de 1967 quando assina a fotografia de uma curta-metragem «O Peixinho Vermelho». 

 

José Luís Carvalhosa nasce em 1947 em Lisboa. Foi um alfacinha de gema. Frequentou a escola secundária das artes a António Arroio onde aprendeu desenho de letra. Não foi na António Arroio que aprendeu fotografia ou a usar a câmara de filmar. Nessa época ainda não havia curso de cinema na escola, mas foi o facto de ter trabalhado na produtora de Perdigão Queiroga que lhe permitiu dar os primeiros passos na imagem e que depois se solidificou como foi mobilizado para o exército que sendo integrado nos Serviços Cartográficos do Exército em 1968. José Luís Carvalhosa foi militar na guerra do Ultramar entre 1968 e 1972 tendo estado em Angola e na Guiné como repórter de guerra.

Nos Serviços Cartográficos do Exército conheceu cineastas como Fernando Matos Silva, JoséNascimento, Elso Roque, João Abel Aboim que também se viriam a tornar figuras importantes no cinema português.

Depois de prestado o serviço militar Carvalhosa regressa àprodutora de Perdigão Queiroga. Tinha-se comprometido a tal. Ficou ainda algum tempo atéque um dia teve a oportunidade de um trabalho e saiu da empresa. José Luís Carvalhosa recorda a frase que Perdigão Queiroga no dia da despedida. «Os tetos da minha casa são muito baixos para ti». 

 

Em 1974 dá-se a revolução do 25 de Abril que viria a mudar tudo em Portugal. A indústria a própria RTP, e todo o processo de produção se alterou. Foi aíque trabalhou em várias cooperativas como a Cineequipa onde havia uma câmara Cameflex vendida a prestações pelo Sr. Peixoto que representava a ARRIFLEX a ZEISS e outras marcar para Portugal. A cooperativa de produção de filmes a Cinequanon onde conheceu António de Macedo e fotografou a curta-metragem «A Bicha de Sete Cabeças»com quem viria depois a colaborar em diversos filmes com destaque para dois deles «Os Emissários de Khalom»e «A Maldição de Marialva». Realizador que muito admirou pela forma metódica e preparada com que surgia no plateau com todo o planeamento de filmagens preparado. 

Ao longo dos anos 80 e 90 através da produtora «Fábrica de Imagens»onde mais tempo trabalhou executou dezenas e dezenas de trabalhos, desde o documentário a série de televisão e ficção em longa e curta-metragem.»

VASCO LUCAS NUNES

1975-2016
Director de Fotografia

Vasco Nunes começou a sua carreira profissional na estação de televisão SIC nos anos 90, tendo-se fixado mais tarde na Califórnia, depois de vários anos a viver em cidades como Madrid, Atlanta e Munique. Licenciou-se no American Film Institute Conservatory em 2003.
Produziu e editou vários trabalhos jornalisticos para a CNN e a MSNBC, trabalhou em publicidade, marcou presença com várias obras em festivais do mundo inteiro.
"Dig!" (2004), "Recycle" (2004) que também realizou, "We Live in Public" (2009) ou "Sunshine Superman" (2014) são alguns dos seus mais conhecidos trabalhos como produtor e director de fotografia. Com "Dig!" venceu o Grande Prémio de Documentário do Festival de Sundance, tendo recebido ainda várias distinções no mundo inteiro ao longo da sua carreira, incluindo um Peabody Award nos Estados Unidos. Três dos projectos cinematográficos em que esteve incluido fazem parte da colecção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

MANUEL COSTA E SILVA

1938-1999
Director de Fotografia

Concluiu em Portugal o ensino secundário e depois foi para a Austrália (1957) onde frequentou um curso de engenharia mecânica. Mudou-se para Paris em 1959, inscrevendo-se como aluno na escola oficial de cinema, o IDHEC. Obteve uma bolsa do Fundo de Cinema – organismo criado pelo Estado Novo, destinado a financiar o cinema português – o que lhe permitiu prosseguir os estudos em França.

Inicia a actividade profissional no cinema como operador de câmara, fazendo vários trabalhos de reportagem. Prossegue a sua actividade profissional como assistente de imagem e torna-se depois director de fotografia. Começa como operador de câmara, na reportagem. Seguidamente trabalha como primeiro assistente de imagem e mais tarde como director de fotografia. Entre 1963 e 1964 é assistente de realização em três filmes realizados na Suécia. De volta a Portugal, trabalha nas empresas Tobis Portuguesa, Média Filmes, Unifilme e na cooperativa Centro Português de Cinema, sendo um dos seus fundadores. Escreve artigos (1962-1965) para revistas especializadas como Filme, Celulóide, Plano e para a revista sueca Chaplin. Desenvolve também a sua actividade profissional como assistente de produção, assistente de realização, director de produção e como produtor executivo.

É bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em 1967 para fazer uma visita de estudo aos E.U.A. a fim de adquirir conhecimentos sobre técnicas de cinema e visitar estúdios e laboratórios. Entre 1969 e  1974 dirige a Secção de Cinema e os Serviços de Produção do Instituto de Tecnologia Educativa. Integra a direcção do Festival Internacional de Cinema de Tróia (1985-86) e lecciona como professor de fotografia no Conservatório Nacional (Escola Superior de Teatro e Cinema). Durante vários anos é responsável pelos Encontros Internacionais do Cinema Documental, no Centro Cultural da Malaposta.

Editado por Mário Melo Costa