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Cor e Cinematografia - Carlos Ebert ABC 
A Natureza da Cor - Sónia Rafael 
Duas Perfurações. 
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Cor e Cinematografia - Carlos Ebert ABC
A Cor no Cinema
Colorizados e coloridos

A cor esteve presente no cinema desde suas origens. Os primeiros processos consistiam em colorir à mão - um a um, os fotogramas no positivo preto e branco. Os filmes realizados desta forma são chamados de colorizados, em contraposição aos coloridos, onde as cores são captadas pelo processo fotográfico. Edison experimentou colorizar seus filmes, mas logo abandonou o processo por este utilizar muita mão de obra e render pouco.
Ainda no início do século passado a Pathé francesa colorizava os filmes com a aplicação manual no negativo, quadro a quadro, de stencils coloridos que dotavam as cópias de áreas coloridas. Todos os processos de colorização tinham em comum o fato de serem artesanais, lentos e muito dispendiosos, além de apresentarem cores inteiramente artificiais.



A Natureza da Cor - Sónia Rafael
É necessária alguma capacidade de abstração, ou mesmo de imaginação, para compreender que a cor não é uma propriedade intrínseca dos objectos mas sim uma percepção e um acontecimento mutável. A cor é um fenómeno que depende de factores como a luz, a matéria e um sistema visual capaz de receber e interpretar a luz, que é refectida pela matéria, e de conduzi-la ao cérebro. Este processo, através de informação codificada em actividade neurológica — cadeias de impulsos electro-magnéticos — por via de padrões e códigos de actividade cerebral, representa os objectos.
Mas de que forma a informação proveniente dos olhos pode ser codificada em linguagem cerebral e reconstituída na experiência dos objectos?



Duas Perfurações.
Formato de 2 perfurações.

Medidas e escalas comparativas com outros formatos.