Editado por Mário Melo Costa

ASC/IMAGO Panel discussion at Camerimage.

November 17, 2017

 

ASC/IMAGO Panel discussion – The importance of cinematographer’s collaboration beyond borders.

@Camerimage

 

Na sala de seminários do Opera Nova foram vários os assuntos discutidos neste seminário constituído por membros da ASC e de outras associações filiadas na IMAGO. Faziam parte do painel Stephen Lighthill ASC, Jacek Laskus ASC PSC, Roberto Schaeffer ASC AIC, Steven Poster ASC ICG, Rachel Morrison ASC, Joe Danton MBE BSC, Rolf Coulanges BVK, Louis-Phillipe Capelle SBC, Jannicke Mikkelsen FNF, Philippe Ros AFC.

 

Cada um falou um pouco das suas principais preocupações enquanto directores de fotografia onde salientamos as intervenções de Phillipe Capelle e Steven Poster sobre a necessidade de olharmos para um futuro onde as condições de trabalho e a segurança sejam uma realidade para todos os profissionais.

 

Foi exibido o filme “Handheld Filming in Vehicles (Free Driving)” que segundo Steven Poster servirá não só para alertar os operadores de câmara para o perigo de filmar dentro de um veículo em movimento como também para esclarecer os produtores e os actores do perigo real e potencialmente mortal que estas situações acarretam. Neste sentido Jacek Laskus propôs a criação de um Set Protocol.

 

 

 

Stephen Lighthill lamentou não se dar a oportunidade de se rever o material filmado “dailies” no dia seguinte ao da rodagem. Segundo ele é de enorme importância não só para se poder julgar o que se filmou mas dá a possibilidade de unir a equipa em torno do mesmo objectivo.

 

A falta de disciplina no plateau e a falta de concentração durante a rodagem por parte da equipa, segundo Roberto Schaeffer está muito ligada ao uso de telemóveis que deviam ser banidos e usados apenas em caso emergência, isto constitui também uma enorme falta de respeito para com os actores.

 

Com a chegada das câmaras digitais o respeito pelo equipamento é cada vez menor. Louis-Phillipe Capelle lembrou que o equipamento tem de chegar às casas de aluguer nas mesmas condições em que saiu e que mesmo sabendo que trabalhamos com câmaras que custam muitíssimo menos que antigamente o cuidado com o equipamento deve ser o mesmo. 

 

A realidade virtual ou VR foi o assunto trazido por Jannicke Mikkelsen recente vencedora do prémio Technical Achievement Award atribuído pela IMAGO. Jannicke Mikkelsen disse que a VR é ainda um mundo de engenheiros mas que espera que num futuro próximo a necessidade de narrativas visuais neste meio venha a ser uma realidade. O VR é utilizado sobretudo em videos musicais. Os sensores planos obrigam à utilização de inúmeras câmaras para tentar criar um espaço esférico. Segundo Jannicke Mikkelsen a criação de um sensor esférico viria a revolucionar a forma como se filma e a minimizar a quantidade de dados armazenados. A pós produção deste tipo de filmes tem de ser feita por programação por não haver software de edição para este tipo de ficheiros.

 

Depois de uma explicação pormenorizada de Philippe Ros sobre o funcionamento da captação de imagem nas câmaras digitais e o seu posterior tratamento, Rolf Coulange abordou um dos assuntos mais fascinantes da manhã. Segundo ele o processo de captura da imagem pelos sensores Beyer/RGB e o seu processo digital através de software, matam aquilo que de mais fascinante há na cinematografia e na imagem em movimento que é a sua inconsistência e falta de estrutura. Deu alguns exemplos como a pintura e a fotografia analógica. Terminou com um pedido aos fabricantes de câmaras para que repensem o seu software e a forma como a imagem é processada. Joe Danton levantou o pano sobre uma das suas pesquisas que se baseia em fazer que o sensor oscile em macro-movimentos não só em dois eixos mas em três o que permitiria que os fotões não caíssem sempre no mesmo sítio mas também criaria uma alteração do tamanho do grão. 

 

Foram muitos os assuntos discutidos e a participação do público foi excelente. 

 

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