Editado por Mário Melo Costa

O Director de Fotografia Paulo Menezes escreve sobre “Tempo Comum”.

October 29, 2019

“Tempo Comum”

Longa metragem Ficção 

 

Realização : Susana Nobre

Fotografia : Paulo Menezes.

Produção: Terratreme

 

Camera: Sony A7SII com Zeiss T2.1

Gravador: Atomos Inferno - Prores 422HQ - 4K

Aspect Ratio: 1.66:1

 

Sinopse:

Num apartamento em Lisboa, Marta dedica-se aos cuidados maternos da sua primeira filha acabada de nascer, ao mesmo tempo que convalesce do parto. A casa acolhe múltiplas visitas: amigos e familiares que vêm receber o novo rebento e pôr a conversa em dia. Tempo Comum de Susana Nobre (Estados da Matériae Provas, Exorcismos, IndieLisboa 2006 e 2015) continua o seu cinema onde a ficção se mescla com a realidade, retratando intimamente um momento marcante na vida de uma mulher. E depois, as rotinas instalam-se, como um barómetro que descreve uma nova estabilidade.

 

Texto:

Para este filme a realizadora pediu-me para tentarmos trabalhar uma luz que fosse intimista e que conseguisse tirar proveito das luzes de cena e ao mesmo tempo misturar uma luz exterior com interior. A maneira de filmar da Susana Nobre remete para um “neorealismo” onde os “actores” representam com base na sua própria vivência, para tal é importante enquanto mecanismo de construção da imagem manter uma certa distância de modo a interferir o mínimo possível na mise-en-scenee ao mesmo tempo criar um ambiente de luz naturalista. Modelar a luz e enquadrar de uma forma cinematográfica com o desafio de aproveitar ao máximo as condições oferecidas pelo décor.

 

 

 

Nesta imagem reforcei a luz que vem da janela que está fora de campo do lado esquerdo sendo essa a luz principal da cena, o recorte dos personagens dado pela profundidade de campo e pela quantidade de luz no fundo, neste caso foi cortada com um negro, desta forma consegui atingir uma luz mais naturalista de forma a deixar os “actores” instalados na cena, sem se sentirem constrangidos pelos meios técnicos próprios do cinema de ficção.

 


Aqui vemos a protagonista do filme misturada entre 2 tipos de luz, uma luz “interior”, quente  lado esquerdo e uma luz “exterior" fria lado direito. A luz principal passou a ser a luz interior e neste caso é a que tem mais intensidade de forma a modelar o rosto sendo a luz exterior usado no fundo para recorte e tb no rosto, mas mais baixa para dar um ambiente de dia.

 

 

Neste frame vemos a mistura de luz entre exterior e interior, sendo o a luz principal “interior” e o contra luz feito com a luz “exterior”.

 

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