«A Espia» série estreia dia 8 de Abril


A serie “A Espia” nasceu de uma ideia de Pandora da Cunha Telles e de Pablo Iraola e se desenvolve durante a Segunda Guerra Mundial em Portugal.

O facto de Portugal se ter mantido neutro desde o início do conflito, proporcionou que se instalassem em Lisboa espiões tanto do Terceiro Reich como dos Aliados, nomeadamente Ingleses. Lisboa, Estoril, Porto entre outras cidades foram foco de intensas manobras de espionagem, tendo o Volfrâmio aqui produzido e vendido para a Alemanha como o eixo da narrativa. A ficção centra-se em duas personagens femininas representadas por Daniela Ruah e Maria João Bastos.

A produção é da Ukbar Filmes com co-produção da Ficcion Producciones de Espanha e foi rodado em Lisboa, Coimbra, Curia, Porto e Santiago de Compostela.

A realização é de Jorge Paixão da Costa e a segunda unidade foi dirigida por João Maia e fotografada por Hugo Azevedo, que muito colaborou e ajudou com seu talento a que a peça tivesse uma coerência estética, Obrigado. Ainda tivemos também no fim a participação de Edgar Pera na realização.

O total da filmagem foram de 10 semanas, divididas por duas equipas num cronograma apertado, mas muito bem trabalhado pela equipa de produção e realização que fizeram milagres para que o projeto tivesse o nível que todos exigíamos. A minha equipa técnica, mais uma vez, deu tudo pelo projeto e soube me apoiar e trazer soluções que só os maiores o sabem fazer; Miguel Robalo, Silvia Diogo, David Vasques e Manu na Imagem, Zé Manuel na Luz e Carlos Santos na Maquinaria.

Neste projeto, uma das partes que mais gozo me deu fazer, foi toda a preparação onde juntei forças com Elia Robles, Diretora de Arte, que trouxe na sua bagagem, uma outra maneira de ver e fazer, onde o bom gosto e a extenuante capacidade de trabalho e entrega foi quanto a mim um dos maiores pilares desta produção.

Desenvolvi em esboço uma palete de cores e contrastes que determinariam a personalidade visual das duas personagens principais e também dos dois opositores bélicos, pois queria que quando estivéssemos em um desses ambientes, a sensação cromática e luminosa criasse no espectador um entendimento subliminar que automaticamente o transportasse para onde queríamos emocionalmente.

Então em sintonia com a Elia apresentamos uma proposta ao Jorge e à Pandora onde tanto o decor como o guarda roupa e a iluminação ilustrassem cada um deles; A personagem da Daniela Ruah mais para azuis, ambientes ricos porem conservador e de luz fria e difusa, A Maria João Bastos mais em vermelhos, opulência, extravagância, mais luminosa e de luz quente. Quanto ao ambiente Nazi, fomos para cinzentos e tons escuros, betão, iluminados quando possível em alto contraste e os Ingleses, procuramos luz mais direcionada porem difusa e quente com a arte em tons castanhos, madeiras.

Depois a Elia e eu em conjunto e com muita liberdade e apoio da produção, nos lançamos à procura de decores que casassem com a nossa ideia, pintando quando possível paredes e fazendo outras manobras, trabalhando com o guarda roupa, a iluminação e os enquadramentos, numa belíssima sintonia.

Para cada um dos ambientes propostos desenvolvi uma “LUT” própria que uma vez instalada na câmara criava o gamma de cinzentos e crominância que pretendíamos.

Filmamos com a Alexa Mini em 16;9 Prores UHD com lentes Cooke S4 e o Grading final foi feito por Marco Amaral da Yellow no seu novo estúdio que como sempre, trouxe seu bom gosto e abraçou o projeto de uma forma muito criativa e construtiva.

Luis Branquinho a.i.p. Março 2020

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Editado por Mário Melo Costa