O documentário “Amílcar” de Miguel Eek, filmado em 16 mm em Cabo Verde e na Guiné com recurso exclusivo a equipamento anterior aos Anos 70 — de forma a recriar um “look” idêntico ao do material de arquivo presente ao longo do filme — conquistou, no festival em que se estreou, o prémio “Outstanding Artistic Contribution Award” na Envision Competition do IDFA.
Segundo o júri, a distinção foi atribuída “(…) pela experiência cinemática, através do trabalho artístico sinergético entre a pesquisa do arquivo, fotografia, montagem, correção de cor, design de som. Uma estética unificadora que cria pontes entre o presente e o passado. (…)” .
O apoio da Planar e a dedicação de José Tiago, que se empenhou em “ressuscitar” equipamento que não era utilizado há décadas, foram fundamentais. Surgiram vários problemas técnicos inerentes ao uso de “equipamento de museu”, bem como desafios logísticos relacionados com o transporte da película. Porém, essas dificuldades acabaram por reforçar precisamente o tipo de resultados visuais e texturais que se pretendia alcançar.
Direção de Fotografia: João Pedro Plácido aip
Assistente de Imagem (Cabo Verde): Daniel Bustamante
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SINOPSE
Agrónomo, poeta, pensador utópico, Amílcar Cabral foi o líder do movimento anticolonial contra Portugal na Guiné-Bissau e Cabo Verde, até o seu assassinato em 1973. Direitos humanos, utopias, amor inter-racial, ambição, guerra e traição são os ingredientes deste documentário filmado em 16 mm e construído com arquivos inéditos e um diário imaginário a partir dos escritos íntimos de Cabral.
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Fotografias de Daniel Bustamante






